Como investimos
Seis formas de entrar, uma única condição
Investimos capital próprio, sem captação de terceiros e sem prazo de fundo. Isso define o que conseguimos fazer: poucas operações por ano, cada uma com envolvimento real, e paciência para maturar o que precisa de tempo.
Venture capital em tecnologia aplicada
Participação minoritária em software e inteligência artificial aplicados a saúde, jurídico, pet e serviços profissionais. Empresa com produto no ar, cliente pagando e um gargalo de estrutura, não de demanda.
- Produto em operação e receita recorrente iniciada
- Setor em que o grupo já opera e consegue abrir porta
- Acordo de sócios com informação em dia e assento
- Reserva para acompanhar a rodada seguinte
Aquisição de controle
Compra da maioria em empresas operacionais com receita recorrente e posição defensável, em que a mudança de gestão e de estrutura de capital é o que libera valor.
- Empresa operacional, com histórico e clientes reais
- Permanência do time e, quando possível, do fundador
- Reorganização da dívida como primeira medida
Minoria com governança
Participação relevante quando o dono quer continuar no comando, mas precisa de sócio para dividir risco, profissionalizar a gestão ou preparar a empresa para uma venda futura.
- Acordo de sócios com matéria de veto e assento
- Informação gerencial em dia como condição contratual
- Mecanismo de saída definido desde a entrada
Special Situations equity
Entrada em empresa já em reestruturação, dentro ou fora de processo judicial, quando o negócio operacional é bom e o que quebrou foi a estrutura de capital.
- Capital novo condicionado ao acordo com credores
- Aquisição de unidade produtiva isolada, sem sucessão de passivo
- Coordenação com o mandato de turnaround em curso
Sucessão e saída de sócio
Compra da participação de um sócio que quer sair, de herdeiro sem interesse na operação ou de família em impasse, resolvendo o conflito com liquidez em vez de litígio.
- Avaliação independente da participação
- Estrutura de pagamento compatível com o caixa da empresa
- Acordo que encerra o litígio societário existente
Consolidação setorial
Compra de empresas complementares para formar uma operação maior, quando ganho de escala, poder de compra e estrutura compartilhada mudam a margem de forma verificável.
- Plataforma inicial com gestão instalada
- Aquisições seguintes com integração planejada
- Tese de margem sustentada em número, não em sinergia estimada
O que procuramos
O perfil que costuma dar certo
Não somos agnósticos por moda: o que define a tese é o tipo de problema, não o setor. Ainda assim, alguns traços se repetem nas operações que funcionam.
Receita real
Empresa que fatura, com cliente que volta. Nada que dependa de a demanda ainda ser criada.
Problema com nome
Dívida mal estruturada, sucessão, governança, sócio em conflito ou gestão sem informação. Problema difuso não tem plano.
Setor que conhecemos
Saúde, jurídico, pet, educação e serviços profissionais. Em venture, esse recorte é rígido: é onde conseguimos abrir porta.
Margem defensável
Posição, marca, contrato ou operação que sustente preço. Negócio sem diferenciação só melhora enquanto o mercado ajuda.
Time que fica
Gente que conhece a operação e quer participar da virada. Comprar empresa e perder o time é comprar o passivo sem o ativo.
Vendedor decidido
Quem sabe por que está vendendo negocia. Quem só está testando o mercado consome o tempo dos dois lados.
O que não fazemos
- Capital semente e ideia sem produto no ar
- Participação sem governança, sem assento e sem informação em dia
- Compra apenas de ativo imobilizado, sem operação por trás
- Entrada em litígio societário sem caminho jurídico de solução
- Captação e gestão de recursos de terceiros: investimos capital próprio
Se o problema tem nome, provavelmente tem solução
Dívida, sucessão, governança ou uma empresa de tecnologia travada em distribuição: são justamente esses os casos em que uma conversa vale mais que um processo formal de venda.